Aqui está o começar de meu magnífico Desideratum: frutinho de meu rascunhar preguiçoso e procrastinado. Tudo por demais incipiente e volúvel. Muito por corrigir e mais ainda por fazer. Precisava do início, e aqui está! Precisava do primeiro passo, aquele que mesmo na direção errada inicia a jornada, e aqui está:
I
qui fizz cumigu mesmu? qui fasso aqui? ondi tô? tuudu balaaanssa, tuuudu si meeexi nessssa onnnda lennta. ôoooo ondinhaaa, ondulannti, onnndulatória, onnnduladá...azuuuú!?? naum! é sssinza comu prata veia seim grassa, é ssim! assim mesmu: ssseim assins! sseim ssins...sseim ssens, sssim! pô quê mi ssinto taum, assssim, sozimmm, navegandu, boiandu, sobrevivendu – vivendú?!? – ssei lá, vivê num é prissizu...ahhh! um oceanu - nuzim! eu nu? tudu de fora, tudim fora, balanssandu... - cinzaum mi inguliu, mi tragou, mi cuspiu, regújitou min’a carni – ispíritu?! sssantu, ssantu, santinhu, sozinhu cá tô... dexei tudim p’á depois axar iii...i nada! nadá: nadá p’áquela costa croztenta di lá! viu comu tá lonjim? vô indu, nadannndu, sseim rispirá, p’ú baxu d’água clarin’a comu us oíos antigus di meu pai (ai!) – santu, é santu comu deuz dus santus meusss – mi oiando de lonjim pr’eu num vê. meu deuz táqui cumigu nadandu devagarimm, um’a péli zulada rossa min’a costaliza: zummmm, rraspanduuu, zummmm, sseim fimmm, taum calmu tô, zummmmm iii zummm ii zummmm i zum... sseim fimmm. azuuú baleia graaandiimennnssaenómiiii oia p’á mim. meduu dói ispin’a fuuunda u corassaum prrrofunnndu meu. auma ssenti piquena na imenssidaum azuuuú: auma somii du osseanu e fica azuuú côdideuzimmennnsu, azúuu cô du sséu. baleia azúuu fala p’á mim: ssou teu deuzpaipaideuz qui ti ssauvou dá sssinza agunia vida dus sseus mundus di lá fora. ssou teu paideuzdeuzpai qui ti vendeu tua vida pô um presso caru dimais. tu éz meu fio mau qui naum obedessi u qui mandu fazê. tu vai pagá caru pu tudu qui feizz contra mim. ti condenu a infinitudi di min’as istran’as intran’as seimfim a vagá sozimmm dentru di teu deuzdeuz. u qui tu terázz é u poucu qui ti dô. fassa distu u muiitu qui ti rezta. a imenssidaumaazúuu abri a boca e engoli toda aguapratavéia do osseanu seimfim. dizz o paipai cum vozz de truvaum: dágora imdianti verazz qui neim tua maim cinzza ti ssevirázz de guarida nessezz dias sseimfim qui ti reztaum. tua mainzin’a naum cantará maizz acalantus a ti pacificá. noitis di vencidus ti mautrataraum mezmu dianti du dia claru. i teus son’us, tua costacroztenta di lá, nada maizz eraum qui o dôssu arruinadu du teu dessepissionadu pai. o qui ti rezta é uutimu momentu quis se passa. morrê naum será solussaum i di nada ssevirá vivê num mundo qui naum é teu, numa vida que ti afoga na dessepissaum aviltada du unicu deuzz qui com’esseu. pobri di ti, rebentu táadiu di um futuru natimortu. valerá a pena?
Acorde.
Outrora servo de ermas lembranças
Agora jazidas esquecidas em lamurias mansas
Minha saudosa fatídica cria
Minha valente demente semente
Minha valentia brotando docilmente
* Texto de Roberto W.

"Aqui está o começar de meu magnífico Desideratum"
ResponderExcluirAmor, essa obra começou não aqui, mas há anos atrás...
Foi um sonho, é um sonho!, a ser realizado no SEU tempo.
Tenho certeza que no que depender de você ficará excelente!!!
Tem tudo para dar certo, começando por você!!!
Beijos² e amor² da sua fisólofa (e sempre esposita)!!!