Abyssus abyssum invocat

Talvez o ponto máximo dessa criação seja justamente o entendimento que para uma vida plena basta apenas aceitar que uma vida já é o suficiente.

Abyssus abyssum invocat Abyssus abyssum invocat

Profissão de fé

O peso do crucificado é a medida do sofrimento por todos os seus pecados. Sentia o mundo se distanciar a cada conta rezada pelos seus. Pesava ele cerca de trinta talentos: o peso de Judas.

Profissão de fé Profissão de fé

Três ceguinhas

Escuridão: escuro do escuro do escuro. Preto no preto no preto da etrinidade das turvasnegras seispupilas ocas pareadas para sempre. A pessoa é para aquilo que nasce.

Três ceguinhas Três ceguinhas

ένδοξο θάνατο

Como gados aguardando o momento inclemente do abate estancamos no tempo, talvez esta seja a hora das nossas vidas, o ápice de nossos destinos mortais...

ένδοξο θάνατο ένδοξο θάνατο

Glamour

Da perdição da menina-moça ao claustro vazio da puta-velha, apenas a aceitação de um destino dominus.

Glamour Glamour

20 de setembro de 2010

Nessun dorma


"Tens até a aurora," diz o príncipe à princesa, "para descobrir meu nome". Oferece este único enigma; caso Turandot o solucione, desistirá de tudo o que lhe for de direito, inclusive da própria vida, oferecendo a sua cabeça ao carrasco no raiar do dia. É o fim do Ato II. Começa, então, o Ato III, com os funcionários do palácio a correr pelas ruas à procura de quem saiba o nome do jovem príncipe. A fria e egoísta princesa decreta que ninguém em Pequim durma até que se descubra o seu nome. Eis a ária Nessun dorma ("Ninguém durma") cantada pelo príncipe Calàf, que acredita que tudo isso não será em vão (aqui numa belíssima interpretação de Franco Corelli, de 1958). 



Nessun dorma
(ópera Turandot, de Puccini)

Il principe ignoto

Nessun dorma! Nessun dorma!
Tu pure, o Principessa,
nella tua fredda stanza
guardi le stelle
che tremano d'amore e di speranza...
Ma il mio mistero è chiuso in me,
il nome mio nessun saprà!
No, no, sulla tua bocca lo dirò,
quando la luce splenderà!
Ed il mio bacio scioglierà il silenzio
che ti fa mia.
Voci di donne
Il nome suo nessun saprà...
E noi dovrem, ahimè, morir, morir!
Il principe ignoto
Dilegua, o notte! Tramontate, stelle!
Tramontate, stelle! All'alba vincerò!
Vincerò! Vincerò!

Um comentário:

  1. Acho linda essa ária, mas amo mesmo a interpretação de Mario del Monaco!
    Adorei o blog!

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